Automedicação pode camuflar sintomas importantes para diagnóstico de doenças

Dor de cabeça, incômodo na garganta, queimação no estômago ou o nariz trancado: estas são situações comuns e praticamente todo mundo tem um remedinho para cada problema. São analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, antitérmicos, descongestionante nasal, expectorante e antiácidos vendidos sem receita médica, e alguns inclusive ficam expostos nas gôndolas das farmácias e têm massiva divulgação.
        De acordo com o cardiologista cooperado da Unimed Maringá Marcus Andreucci, a automedicação pode parecer inofensiva, mas, na verdade, pode gerar consequências graves. Afinal, o sintoma camuflado com o medicamento pode ser o principal indício de doenças graves. “A automedicação pode causar o retardo do diagnóstico preciso, e isso pode trazer consequências mais sérias ”, explica.
        Antibióticos, por exemplo, usados de maneira inadequada podem aumentar a resistência dos micro-organismos e comprometer a eficácia do tratamento. “Já os anti-inflamatórios podem acarretar danos nos rins e no fígado”, afirma o médico, que reforça que as pessoas costumam se medicar por conta de sintomas referentes à digestão e a dores em geral.
        Segundo o Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), no Brasil 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem ingerir medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica. O percentual é o maior desde que a pesquisa começou a ser feita. Em 2014, 76,2% diziam automedicar-se e em 2016, 72%. 
        A orientação, segundo o cardiologista, é que os medicamentos só sejam usados para o tratamento de doença ou de seus sintomas após o correto diagnóstico feito por um médico. O farmacêutico é um profissional responsável e com conhecimento suficiente para saber as consequências do uso abusivo dos medicamentos, por isso, sua orientação é pertinente, porém a ava liação médica deve ser sempre recomendada”.
Automedicação pode camuflar sintomas importantes para diagnóstico de doenças

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