Dia Mundial do Beijo: infectologista alerta para doenças transmitidas pela saliva

Uma das formas mais comuns de afeto, o beijo faz parte da rotina nas relações humanas. O gesto é tão significativo que tem até Dia Mundial para celebrá-lo: 13 de abril. Nesse dia, as redes sociais costumam ser bombardeadas de fotos de casais apaixonados, mas se engana quem pensa que só existe amor e paixão envolvidos no ato. 
    O infectologista José Ricardo Colleti Dias, cooperado da Unimed Maringá, explica que há muitas doenças transmitidas pela saliva ou por gotículas dela. “O beijo pode transmitir infecções causadas por micro-organismos como vírus, bactérias ou fungos”, diz. Algumas dessas doenças são gripe, herpes, doença do beijo, caxumba, catapora e sífilis. 
    Apesar de na maioria dos casos essas doenças serem autolimitadas e praticamente se curarem sozinhas, algumas podem evoluir com complicações ou com um quadro arrastado, necessitando de cuidados médicos específicos. “Quanto aos sintomas, alguns podem variar conforme o agente causador. A mononucleose, conhecida como doença do beijo, por exemplo, causa fadiga, mal-estar, dor no corpo e febre. Já a herpes causa lesões na pele, principalmente ao redor dos lábios, que são vermelhas, com pequenas bolhas amareladas”, explica. 
    O sexo oral pode ser outro meio de transmissão de doenças pela saliva. Um exemplo é a sífilis, infecção transmitida pela bactéria Treponema pallidum. O médico alerta para o crescente número de doenças transmitidas pela saliva causadas pelo hábito de fumar narguilé. “Isso ocorre porque as piteiras são compartilhadas por várias pessoas”.
    Além de doenças, existem outros problemas de saúde que são passados por meio de saliva, como bactérias que causam cárie e tuberculose, e vírus, como da rubéola e sarampo. Segundo o médico, o cuidado deve ser diário, com hábitos como lavar as mãos, evitar levar as mãos à boca ou aos olhos, evitar compartilhar talheres e, principalmente, não beijar qualquer pessoa. “Para evitar pegar essas doenças, é recomendado evitar o contato íntimo e beijos em pessoas desconhecidas ou sem relação de confiança, porque na maioria das vezes não dá para saber se a pessoa está doente”, alerta. 

Dia Mundial do Beijo: infectologista alerta para doenças transmitidas pela saliva

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